Não sou masoquista, embora possa parecer para alguns, afinal não é todo dia que alguém se dispõe a poetizar a dor.
Bem, se não devemos nos lamentar nem murmurar por que não humanizar o que literalmente nos imobiliza?
Achei esse labirinto estreito , mas cheio de fantasia que por momentos me "distrai" e minimiza o estado doloroso. Eis a razão desse Poema sobre a dor que me consome.
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A Dor...
De iniciar silencioso e pusilânime
Em lenta caminhada progressiva.
A Dor...
Sorrateira se insinua...
Agora tem lugar para morar.
A Dor...
Covarde porque não avisa,
Atrevida porque desafia.
A Dor...
Resiste às intempéries
Avança sem pudor.
A Dor...
Apesar de toda valentia
Expõe sua vulnerabilidade.
A Dor ...
Enfim vencida
Sai e joga-se ao largo.
Óh! Dor!
Nunca foste minha
A Dor...
Simplesmente Dor.
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escrito por maria claudete

